SEPARAÇÃO DÓI...
Qualquer forma de separação é dolorosa.
Seja de alguém que você gosta muito e que vai para longe, seja de um filho que vai trabalhar em outra cidade, seja do marido ou esposa, porque o casamento não dá mais...
Às vezes fico a pensar porque existem tantas separações entre casais atualmente, pois sou vítima disso, também. Amo os meus filhos e faço tudo para vê-los felizes, mas não pude evitar a minha separação com meu marido.
Como não sou a primeira nem a única a sofrer desta forma, o choque para mim não foi tão forte, mas mexeu... Mexeu comigo porque sou mãe e tenho em mim certo egoísmo (um egoísmo sadio) de não querer dividir os meus filhos, porque são os maiores bens da minha vida. Nenhum recurso para mim é mais precioso do que os dois.
Vê-se que, pela justiça, o pai também tem o direito de conviver com os filhos. Considero justa a causa, não tiro a razão do pai dos meus filhos, mas o motivo maior de separação foi, justamente, o choque de ideias e costumes que tivemos durante esses cinco anos de casados e, não aceito, de coração, que meus filhos participem desses costumes que a mim não convém.
Não estou aqui lavando roupa suja, mas em todo esse tempo o que suportei, o que tive que renunciar pra estar com aquele a quem prometi viver o resto dos meus dias, não valeu a pena. E posso dizer que não fui feliz nessa escolha.
Talvez tenha sido isso que me levou a sofrer hoje problemas de saúde que exames laboratoriais de rotina nada detectam, porque psicologicamente e/ou no inconsciente estão incrustadas as mágoas decepções, ingratidões recebidas e angústias...
(Que Deus me ensine a perdoar e tenha misericórdia de todos nós!)
Dói em mim cada vez que olho pros meus filhos e quando me perguntam pelo pai. O mais novo, de um ano e oito meses fala, ao pegar num celular: “Pá-pá?”
Uma figura paterna é importante pro crescimento e desenvolvimento dos filhos, mas hoje em dia é normal e muito comum encontrar crianças filhas de pais separados, que moram com a avó, com uma tia, ou somente com a mãe...
Depois de três conflitos entre nós, a separação foi mais forte do que o sentimento que nos uniu anos atrás.
Aonde foi parar o sentimento que fez com que caminhássemos na mesma direção, mesmo que em pouco tempo?
A separação traz consigo um mal estar para todos daquela família. Não é somente para o casal.
Quando se é uma decisão dos dois, pode ser que não exista remorso, mas quando só um escolhe separar e abandona o outro na caminhada, dá a entender que o abandonado não serve para nada, que ninguém deve lhe dar valor.
Na sociedade em que vivemos, a separação é aceita em parte. Um homem separado é um homem solteiro, livre, desimpedido. Uma mulher separada não presta; muitas vezes leva até o nome de prostituta se tenta refazer a vida com outra pessoa.
Sabemos que a Igreja é contra, mas muitas pessoas fazem isso, porque simplesmente “não dá, não é obrigado viver!”, mas o Sacramento do Matrimônio foi dado e será consumado até que a morte os separe.
Ele sempre será meu esposo. Eu sempre serei sua esposa.
E por mais que a vida tenha pregado esta peça na gente, tenho a esperança de que serei muito feliz, embora eu saiba que a felicidade é a junção de momentos felizes.
“Aproveitemos o hoje, porque o amanhã é demorado e pode não chegar.”
Meus pequenos estão comigo, me trazem alegria, me mostram a grandiosidade das pequenas coisas e acreditar mais ainda na existência de Deus, com a convicção de que o amanhã a Ele pertence, mesmo seguindo com a minha dor.
“O que Deus uniu o homem não separa.”
Nenhum comentário:
Postar um comentário