quarta-feira, 23 de novembro de 2011

SER A OVELHA NEGRA

 




















Ovelha negra...
O que significa isto?
Como você se sente ao pensar nesses termos e se identificar com essa condição criada pelos humanos para marginalizar alguns?
Eu posso dizer que sou a ovelha negra da família. A diferente. A que vai contra certos ditames e princípios da educação que recebi. A que diz na cara o que tem vontade, que realiza coisas quem me fazem feliz.
E se faço coisas erradas, atire a primeira pedra quem nunca errou.
Sinto muito quando esse tratamento torna-se uma humilhação, uma subjugação.
Para quem é taxado como a ovelha negra, já sentiu um olhar indiferente quem convive com você, e ouviu palavras desagradáveis ou vivenciou situações constrangedoras. É como diz o ditado: “quem bate, esquece; quem apanha, lembra.”
Eu sou a ovelha negra porque decidi seguir um caminho diferente dos demais; sou a ovelha negra porque visto-me de uma forma que eu me sinta bem, não importa se a veste é de grife, nova ou velha ou que só foi usada há cinquenta anos atrás.
Eu sou a ovelha negra quando me expresso diferente, quando incomodo as pessoas com a minha maneira de ser, porque nasci pra ser alienado das normas que a própria sociedade impõe, e não aceito. Por isso sou marginalizada.
Eu sou a ovelha negra quando gosto de sorrir para as pessoas sem me preocupar com suas malícias, porque a mim foi dada essa alegria de viver e devo transmiti-la aos outros.
Sou a ovelha negra quando desejo fazer algo e sou impedida, porque meu sonho é careta demais e “já houve tempo para isso”, como se na vida existissem limites para as coisas que você pretende realizar.
Sou ovelha negra quando não há interação entre as pessoas que convivem comigo, seja na família no trabalho, ou fora dele. Isso também é chamado de assédio moral.
Sou ovelha negra quando meu sorriso é assassinado por olhares de reprovação, porque não posso exprimir o que sinto quando isso me sufoca.
Muitas vezes, esse grito fica preso na garganta, com vontade de sair e dizer ao mundo que eu sou normal, porque ser ovelha negra faz com que eu acredite que todas as pessoas precisam pensar um pouco.
Eu sou fruto do que vivi.
Muitas vezes as ovelhas negras só precisam de um aconchego, uma palavra, um sorriso. Isso ninguém se sujeita, porque seria “apoiar o errado”.
Hoje se fala tanto em diversidade de plantas e animais e o homem se esquece de que em sua espécie há diferenças. E essa diferença é que faz a vida valer à pena.
Sou ovelha negra assumida, não que eu queira aqui me rebelar contra alguém, ou fazer jus à minha pessoa, mas aprendi muito com essas situações e venho pedir a você, que ajude quem é diferente de você, não importa qual a diferença.
Mas faça você a diferença!


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O CORAÇÃO SENTE DOR NO RISO


Por que até nos mais altos graus de felicidade o coração continua inquieto? Por que não podemos aceitar simplesmente a alegria e abraçá-la com todo nosso corpo e com toda a nossa alma?

A felicidade dá medo, não dela mesma, mas de não ser real, de ser demais, de ser um sonho... por isso tanta inquietação nos momentos que poderiam ser vividos como se os outros não mais existissem, por isso o olhar pra trás pra ver se a tristeza não seguirá o mesmo caminho, não virá estragar esse tão esperado bocado de alegria.


E por que ficamos nesse estado de expectativa é que não tomamos posse total daquilo que recebemos. Parte de nós se alegra e outra vigia, olha de lado, espera até, para que depois nos sintamos reconfortados no nosso desejo de ter razão.


Deus não nos dá presentes pela metade. Aquilo que nos oferece, oferece inteiramente e se não aproveitamos plenamente daquilo que recebemos é porque nós mesmos estragamos isso com nossas dúvidas e incertezas.


Abrimos nosso coração e deixamos nele uma janela aberta para ver voar nossa alegria. E ainda nos consolamos depois dizendo que a vida é assim. Não... a vida não é assim! Nós a fazemos! 


As pessoas mais felizes são aquelas que bebem o riso e se sustentam desse momento presente como se amanhã nunca fosse chegar. Elas pegam de cada dia aquilo que recebem, selam cada noite e cada manhã com uma oração de agradecimento e bastam-se. 


Devemos aprender que a vida não é uma fatalidade, embora existam momentos fatais. A alegria não é irmã gêmea da dor e o riso não dá a mão ao choro. Somos nós os responsáveis desse estado de espera, nós que atraímos pra dentro aquilo que repudiamos. 


Aquele que quer ficar doente, fica doente, aquele que quer curar-se, cura-se. O que tem fé vai muito longe e o que aproveita da vida, come, bebe e dorme e ainda é coroado com lindos sonhos.


Letícia Thompson

domingo, 13 de novembro de 2011

REFLEXÃO- METAMORFOSE



PARA REFLEXÃO
PARA TUDO HÁ UM TEMPO CERTO
Nikos Kazantzaki

METAMORFOSE
“... Lembro-me de uma manhã em que eu havia descoberto um casulo na casca de um árvore, no momento em que a borboleta rompia o invólucro e se preparava para sair. Esperei bastante tempo, mas estava demorando muito e eu estava com pressa.
Irritado, curvei-me e comecei a esquentá-lo com meu hálito. Eu a esquentava, impaciente, e o milagre começaram a acontece diante de mim, a um ritmo mais rápido que o natural. O invólucro se abriu, a borboleta saiu se arrastando e nunca hei de esquecer o horror em que senti, então: suas asas ainda não estavam abertas e com todo o seu corpinho que tremia, ela se esforçava para desdobrá-las.
Curvado por cima dela, eu a ajudava com o meu hálito, em vão. Era necessária uma paciente maturação, o desenrolar das asas deveria ser feito lentamente ao sol; agora era tarde demais. Meu sopro obrigara a borboleta a se mostrar toda amarrotada antes do tempo. Ela se agitou desesperada e, alguns segundos depois, morreu na palma da minha mão.
Aquele pequeno cadáver é, eu acho, o peso maior que tenho na consciência. Pois  hoje entendo bem isto: é um pecado mortal forçar as grandes leis. Temos que não nos apressar, não ficar impaciente, seguir com confiança e ritmo eterno.

sábado, 12 de novembro de 2011

A MELHOR DO MUNDO- MARTA















A MELHOR DO MUNDO- MARTA
Marta Vieira da Silva nasceu em Dois Riachos, no dia 19 de fevereiro de 1986. Seu apelido é Pelé de Saia, desde pequena gostou de futebol. Seu brinquedo preferido era a bola. Marta teve uma infância humilde, filha de Dona Teresa, aos nove anos começou a jogar bola. E seu irmão não gostava que ela jogasse com os meninos. Ela chegou a apanhar muito dos irmãos. Na sua adolescência, quando todos achavam que ela estava louca em seguir carreira como jogadora, um funcionário do Banco do Brasil em Santana do Ipanema, chamado Marcos Roberto Silveira Pires, foi quem levou Marta ao grande futuro: Rio de Janeiro. Finalmente conseguiu chegar lá e receber o título de Melhor do Mundo.
Apesar de todo estrelato, marta ainda é uma pessoa tímida. Adora escutar forró e conversar com os amigos na internet.

Gilvânia Apolinário Lisboa
Escola Estadual Cônego José Bulhões – 6ª CRE/AL
2º Ano A- Ensino Médio



In: Mulher Alagoana- 194 anos da Emancipação Política de Alagoas (Setembro/2011) – Secretaria de Estado da Educação e Esporte. Governo de Alagoas.

CRISTO MORTO DENTRO DE MIM

De início, o título do post mostra uma descrença em Cristo, que é a nossa Salvação, o nosso Grande Mestre. Mas essa mensagem veio a calhar, justo hoje, em que estava a pensar bobagens sobre a vida- e descobri que sou igual a todos da minha espécie- e quis procurar uma forma de desabafar. Rolou uma folha da estante em que a minha mãe guarda suas coisinhas... uma folha por sinal insignificante, mas que me chamou a atenção porque nela vi um texto, e resolvi lê-lo antes de jogar a folha fora. Ei-lo aqui:

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CRISTO MORTO DENTRO DE MIM

Quando meus pés afundaram
Na areia movediça da decepção
E meu corpo foi sumindo
Sem ninguém me dar a mão,
Eu fechei os punhos e urrei aos céus:
-“Cristo está morto dentro de mim!”

Quando você bateu à porta
E se foi sem deixar o eco de uma palavra,
Eu senti meus órgãos e membros ocos
E em desespero esmurrei a parede dizendo:
-“Cristo está morto dentro de mim!”

Quando eu me levantei
E percebi que não existia apenas a minha vontade,
Que meus direitos não poderiam violentar
Os direitos de um outro alguém;
Quando eu percebi que a porta foi feita
Para sair e entrar espontaneamente;
Quando senti que a força dos meus punhos
Era maior para levantar meus irmãos
Que estavam no chão;
Quando eu reparei que o espaço vago na cama
Não importava, porque o espaço do coração
Eu poderia preencher;
Quando eu percebi que a vida é um tropeçar incessante
E que a areia movediça da decepção é psicológica;
Quando eu vi tudo isso
                              Meu ser encheu-se de paz,
                              Os SEUS lábios sorriram
                              E SEUS olhos brilharam de felicidade.

Neimar de Barros
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Só aí foi que descobri a importância dessa mensagem que veio parar em minhas mãos num momento em que eu precisava DEle. Eu não estava fazendo por onde Ele se manifestar, porque Deus é Amor. Guardei a mensagem, mas resolvi publicá-la aqui, compartilhá-la com vocês.
P. S. Quem souber da fonte desse texto e quiser me enviar pra que eu possa dar-lhe os devidos créditos, entre em contato comigo pelo e-mail: wilmaazevedo@yahoo.com.br.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

QUEM A GENTE NÃO AMA ? QUEM A GENTE AMA?


UMA REFLEXÃO E TANTO...
Arrumando os livros na escola em que trabalho, deparei-me com uma obra que me chamou a atenção: “Eles que não se amavam”, de Celso Sisto (Editora Edigraf). Fascinou-me o título da obra como também o seu conteúdo, onde Sisto descreve as indiferenças e intolerâncias para com o próximo.  Isso fez-me refletir sobre o egocentrismo e vaidade humanos elevados pela ambição, vaidade e prazeres. Um mundo que desde o seu início é assim, e cada vez mais com as invenções humanas não se utilizam dessas ferramentas em busca da construção do bem, como sonhara John Lennon, Martin Luther King , Gandhi e tantos outros que pregavam a paz.



RESUMO DO LIVRO
“Não amar é muito mais fácil. Parece incrível, mas é verdade. A gente lê nos livros o tempo todo como amar é bonito, como amar é maravilhoso, como amar deixa a gente mais feliz etc. etc., mas parece que as pessoas não conseguem aprender nada sobre o amor.
E também parece que não amar os outros a gente não precisa aprender. Isso é mais comum do que a gente pensa! Basta ver só: homens, mulheres e crianças que odeiam outros homens, mulheres e crianças porque fazem parte de um outro povo, têm uma outra religião, são mais pretos ou mais brancos, mais pobres ou mais ricos, ou então apenas vivem do outro lado da rua.
Esse é o mundo do jornal que passa toda noite na televisão. Mas o mundo pode ser diferente, os livros podem mostrar isso também e tá na hora de a gente ler os livros com mais atenção. Os meninos desta história conseguiram descobrir isso e aí escreveram um final feliz. Como nas novelas que passam depois do jornal toda noite na televisão.
Amar o que é igual é fácil. Difícil é amar o diferente!”

Um livro fascinante, que fala do abismo entre duas crianças, Alberto e Bernardo, pelas suas diversas diferenças e a influência desse sentimento no meio em que cada um vivia, o que contagiava a rivalidade entre membros da família e amigos.
“Então, quem era amigo de um
Não podia ser amigo do outro
Quem conversava com um
Não podia nem olhar para o outro
Quem gostava de um
Tinha que odiar o outro (...)” (p.10)
“Não gostavam de como os outros comiam (...)
Não gostavam do que os outros faziam (...)
Não gostavam do que os outros vestiam (...)
Não gostavam do que os outros acreditavam (...)
Não gostavam nem de como os outros respiravam, e por isso brgavam.
E cada vez mais o abismo entre eles aumentava.” (p.15-16)

O desfecho de tanta insatisfação um com o outro era uma dúvida entre ambos.
Um dia fizeram um acordo e, “Para mudar o sentido, para voltar a ser grande, simples e humano, para começar a querer bem necessário era – mesmo para os que tanto sabem- aprender a apascentar as ânsias, acariciar os ventos, a amar o bisonho, a brindar a luz, a beijar os dias, a beliscar as tristezas.” (p.27)
Só era começar!
“Paz e verdade , enverga o tempo e vem assinada pelo coração.” (p. 31)

SISTO, Celso.Eles que não se amavam.
     Ilustração: André  Neves. Ed. Edigraf.
Rio de Janeiro, 2005.



quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O SUS NOSSO, DE CADA DIA...


Sinceramente, nunca utilizei tanto o serviço do SUS (Sistema Único de Saúde) como nesses últimos dias. Esses dias precisei de um dermatologista, e o clínico que atende aqui no Centro de Saúde da cidade em que moro me encaminhou para a Secretaria de Saúde e me requisitou uma ultrasonografia. Deixei a solicitação, conforme o pedido médico e me falaram que eu aguardasse a minha Agente de Saúde, que ela avisaria quando a consulta fosse agendada, pois no município havia carência de alguns especialistas.
Fui para casa e, antes do final do mês, a agente de saúde da minha área chegou trazendo a marcação da consulta: era para a capital do Estado em que moro. Até aí, tudo bem. Um dia antes eu teria que confirmar a viagem que seria feita pelo carro que a Secretaria de Saúde disponibiliza para os pacientes do município.
Chegou o dia da viagem. Saí de casa às 02:55 para uma consulta que seria às 13h desse mesmo dia. A viagem durou cerca de 3 horas; ainda houve uma pausa para lanche, fazer as necessidades, tomar uma água... Tudo nublado, com neblina pela estrada e alguns pingos de chuva... Muito frio!
Chegando ao local da consulta, me deparei com a realidade que muitos brasileiros vivem: a demanda é grande e o atendimento é deficiente, insatisfatório e indigno, decerto algumas pessoas se sujeitem até a sentar-se pelos chãos e calçadas para descansar um pouco ( incluindo pessoas idosas, gestantes e com crianças de colo- que têm direito a um atendimento preferencial... Se quisessem lanchar ou tomar água, tinha uns carrinhos na frente vendendo Mungunzá, Tapioca, Cachorro-quente, coxinhas, enroladinhos e outros alimentos que ficavam ao Sol, expostos ao vento e à chuva. Era deplorável a situação, mas muitos riam, comiam e bebiam daquilo que estava sendo oferecido ali na frente... É certo que saciem a fome, mas um lugar para se acomodarem, aguardarem o atendimento, e alimentos dignos para essas pessoas deveriam ao menos ter.
O prédio dessa unidade de saúde era deplorável: paredes sujas, pinturas desgastadas, mofo...
Achei até que ele fosse demolir de tanta gente que adentrou lá.
Era umas 6:30 quando os funcionários desse “Centro de Saúde”começaram a chegar- se é que posso chamar de “Centro que promove a Saúde”. A funcionária, de meia idade, já chegou estressada, gritando pros quatro cantos que alguns médicos entraram de férias – pouco menos da metade dos que ali estavam começaram a resmungar e a tumultuar o local. Ninguém sabia mais onde existia fila, quem deveria ser atendido logo, quem deveria aguardar. A minha vontade era sair dali e já não fazia mais questão de ser uma das primeiras, porque percebi que lá havia pessoas com mais necessidades que eu.
Depois que a atendente do Centro mandou a maioria dos pacientes para o 1º andar do prédio, eu perguntei se a médica que estava pra me atender estava de férias. Confirmou que ela atenderia e que eu fosse para o guichê do Prontuário, já que eu me consultaria naquela Unidade de Saúde pela primeira vez.
Enfrentei uma fila de mais de 50 pessoas. Quando chegou a minha vez, a atendente do guichê me falou só abriria prontuário para mim 13 horas – e eram 9:00.
Fiquei revoltada porque ninguém ali soube informar direito a que horas teria que abrir prontuário, mas eu sabia o horário de atendimento da médica.
Resolvi, então, dar umas voltas pelo Centro da nossa querida capital.
Quantas coisas lindas, quanto luxo e quanta miséria...
O Mercado da Produção e seus arredores, então, nem se fala... é porque quem tem mais condições faz suas compras de verduras, frutas e legumes num Supermercado, numa quitanda... Quem não pode, faz em qualquer lugar, apanha do chão e até é sujeito a se contaminar com determinados alimentos que são manipulados de forma errada...
Retornei ao Centro às 11:00, com receio de perder o horário, porque queria retornar para casa o mais breve possível. Estava exausta.
Entrei numa fila de mais ou menos 30 pessoas e outras 30 atrás de mim...
A atendente do guichê mal sabia utilizar o computador: catava as letras no teclado para fazer o cadastro do pessoal... Eu tava quase perdendo a paciência. Tudo bem que pode não ter chegado a hora dessa senhora se aposentar, mas ela não tinha condições de assumir o posto que estava.
Comentei com um rapaz da fila sobre isso e percebemos um outro fato curioso:  a falta de informação que todas elas tinham. Quando terminei de fazer meu prontuário, a atendente me informou que eu subisse pro primeiro andar e aguardasse.
Quando subi, falei com outra atendente que estava num balcão de recepção. Ela me falou que minha consulta seria embaixo, no térreo. Desci,  e me falaram que eu teria que aguardar lá em cima, porque iriam chamar pela ordem de chegada (não me entregaram nenhuma senha e eu desconhecia essa ordem, pois na fila em que eu estava faziam prontuário para as várias especialidades, e a minha era Dermatologia).
Retornei ao primeiro andar e atendente outra vez me advertiu que a médica me atenderia embaixo. Perguntei em que local, e dessa vez ela me explicou qual a sala e a cor das cadeiras da sala de espera. Pedi ao segurança pra me levar até lá- logo cheguei, descendo, outra vez!
Fiquei aguardando. A médica chegou. Entrou em sua sala. A sua atendente falou-me que chamaria os pacientes por ordem de chegada. Já era quase 14h...
Percebi um certo movimento na sala onde estava a médica e perguntei à sua atendente se já estava atendendo. Ela me confirmou, e pediu pra que eu aguardasse na sala de espera, que não podia ficar no corredor. Voltei pro meu lugarzinho, com toda educação.
Novo fluxo na sala da médica. Levantei-me outra vez e pergunte-lhe qual seria a minha ordem. Ela falou “sétima”. Aguardei.
Pouco instante já se fazia uma fila interminável no dito corredor. Fui lá novamente, e conversei com os demais pacientes, perguntei o que estava havendo, se a médica estava atendendo. Alguns disseram que a atendente não estava chamando; estava colocando quem ela queria. Novo tumulto. Um barulho ensurdecedor nesse corredor, com xingamentos, reclamações, murmúrios... A atendente veio até o corredor pedir silêncio e organização e virou motivo de reclamação sua advertência.
Pedi-lhe para ver novamente a minha ordem. Ela disse que eu seria depois de... (e saiu contando as pessoas que já estavam na fila, sem estarem na lista conforme a ordem, e me colocou pra ser a décima quinta. Dessa vez quem reclamou fui eu.
Ela reviu a folha e tentou corrigir, mas o furdunço tinha iniciado e rendia há tempo...
Quando consegui ser atendida já era 16:30. Saí de lá com um tremendo mal estar, com fome, sede e vontade de estar em casa.
Que lugar é esse? Um lugar que promove saúde e promove contrariedades! Um lugar que deve-se ter atenção em especial para quem precisa de atendimento médico.
Nossa! Por que tanta injustiça no mundo? E é porque fazem inúmeras propagandas afirmando que o SUS está ótimo, que houve melhorias... De quê? De calor humano? Na verdade nem os funcionários daquele local têm culpa da precariedade de informações e bom atendimento. Eles também precisam, como nós... Dessa vez eu senti na pele, como fazia o Gugu Liberato em um de seus programas!
E a minha situação continua: uma alergia danada que não posso utilizar cosméticos, material de limpeza nem perfume, com irritação nas mãos e nos pés. Um ressecamento tão sério, que é preciso eu me esquivar dos afazeres de casa para ter algum alívio. A médica só passou um hidratante de manipulação e falou que pra retorno teria o mesmo procedimento do início : consulta ao clínico, encaminhamento para especialista, Secretaria de Saúde etc,etc,etc... E o resto vocês já sabem. Quando eu for à revisão, não contarei detalhes, aqui...(Risos!)Vocês irão imaginar o meu sacrifício, novamente, pra pagar os meus pecados! (Risos!)